SÃO PAULO (Reuters) - O prêmio Nobel de literatura J.M. Coetzee fará uma breve aparição na Festa Literária Internacional de Paraty em julho, mas o escritor sul-africano não falará sobre seu próprio trabalho.
Em vez disso, Coetzee dará uma palestra sobre outro laureado da academia, o dramaturgo irlandês Samuel Beckett, que se especializou tanto em não falar nada como em dizer o mínimo possível.
"(Coetzee) não aparece frequentemente em público, nem gosta de discutir seu próprio trabalho", disseram organizadores no site do evento (www.flip.org.br) nesta terça-feira.
O escritor, cuja obra inclui "Juventude" e "A Vida dos Animais", escreveu uma dissertação doutoral em 1968 sobre os primeiros trabalhos de Beckett, acrescentaram. Ele foi o ganhador do Prêmio Nobel em 2003.
O roteirista mexicano Guillermo Arriaga, que escreveu roteiros para filmes aclamados como "Amores Brutos", "Babel" e "21 Gramas", será outra personalidade internacional do festival realizado na bela do litoral do Rio de Janeiro.
Arriaga discutirá o cruzamento entre filme e literatura. Ele escreveu um livro chamado "The Night Buffalo".
Mais de 40 escritores do Brasil e de outros países se juntarão para o famoso festival literário, realizado de 4 a 8 de julho, e que já teve a presença de escritores famosos como Salman Rushdie e Ian McEwan.
(Por Angus MacSwan)
http://www.flip.org.br
quarta-feira, 11 de abril de 2007
A essência da escrita
Com licença, eu peço a palavra
Vivemos, para o bem e para o mal, um tempo de pulverização, de multiplicação de referências. Não existem parâmetros reconhecidos por um número suficiente de pessoas para que o debate literário role direito, o clima é de um certo vale-tudo estético. Aí, claro, vêm os vírus oportunistas e quem acaba se dando bem é a turma da autopromoção, do marketing. Tudo isso é triste e angustiante, mas, pensando bem, talvez não seja de todo ruim. Porque é evidente que no meio desses escombros há um novo ambiente literário em gestação.
…
Lemos pouquíssimo. Você entra no ônibus, no metrô, e ninguém está lendo um livro. Nunca. Nem romance Sabrina. Nem faroeste de banca de jornal. Isso é um dado grave, a meu ver. Mas daí a acreditar em visões apocalípticas vai uma grande distância.
…
O tempo de amadurecimento da literatura e o tempo do blog são mais do que diferentes, chegam a ser antagônicos. O problema é que, uma vez publicado, qualquer texto passa por uma espécie de cristalização – esta é a minha experiência, pelo menos – que dificulta reescrevê-lo depois. E reescrever é a alma do negócio.
Fonte: Sérgio Rodrigues em nominimo.com.br
Vivemos, para o bem e para o mal, um tempo de pulverização, de multiplicação de referências. Não existem parâmetros reconhecidos por um número suficiente de pessoas para que o debate literário role direito, o clima é de um certo vale-tudo estético. Aí, claro, vêm os vírus oportunistas e quem acaba se dando bem é a turma da autopromoção, do marketing. Tudo isso é triste e angustiante, mas, pensando bem, talvez não seja de todo ruim. Porque é evidente que no meio desses escombros há um novo ambiente literário em gestação.
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Lemos pouquíssimo. Você entra no ônibus, no metrô, e ninguém está lendo um livro. Nunca. Nem romance Sabrina. Nem faroeste de banca de jornal. Isso é um dado grave, a meu ver. Mas daí a acreditar em visões apocalípticas vai uma grande distância.
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O tempo de amadurecimento da literatura e o tempo do blog são mais do que diferentes, chegam a ser antagônicos. O problema é que, uma vez publicado, qualquer texto passa por uma espécie de cristalização – esta é a minha experiência, pelo menos – que dificulta reescrevê-lo depois. E reescrever é a alma do negócio.
Fonte: Sérgio Rodrigues em nominimo.com.br
terça-feira, 10 de abril de 2007
Os 300 e Jabor
Acordei ouvindo...
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Infinito particular
Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Mi casa
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